Cultivar batata doce

Batata doce




Os europeus na época dos descobrimentos encontraram-na nas Américas, onde os índios já a cultivavam á milhares de anos. As caravelas trouxeram-na para a europa e divulgaram-na pelo mundo.


Habituada a um clima tropical, não tolera frio, gosta de tempo quente, húmido, desenvolvendo uma abundante estrutura de raízes que dão origem à abundância de tubérculos, de forma mais ou menos alongada e irregular.

Ao contrário da batata comum que se ergue numa estrutura vertical folhosa, com algumas ramificações e um ciclo de vida de três quatro meses, a batata-doce tem um ciclo contínuo e um desenvolvimento horizontal, de carater invasor. Várias guias serpenteiam e alastram pelo solo num emaranhado vegetativo, enraizando aqui e ali, estendendo-se lentamente em todas as direções.
Das muitas variedades conhecidas, cerca de quatro centenas, as mais comuns são a branca, a amarela, a roxa e a vermelha.

                                    
Caraterísticas nutritivas


Cada vez mais a investigação confirma, sendo um dos vegetais mais nutritivos, e benéficos para a saúde.
Excelente fonte de proteínas, hidratos de carbono, fibras, sais minerais, e vitaminas, que contribuem para fortalecer o sistema imunitário, reduzir os sinais de envelhecimento, e o risco de várias doenças como o cancro, a arteriosclerose, doenças da pele, do coração, e dos olhos.
Roxas e vermelhas, sendo as mais doces e saborosas, apresentam também o maior índice de concentração de vitaminas. Na pele encontramos três vezes mais do que na polpa, pelo que se consumidas integralmente o benefício será maior.
Para preservar a totalidade dos nutrientes devem ser cozidas a vapor.
                                                                  



                                                          Cultivo
 
Em Portugal, ao centro e sul, cultiva-se pelo final de abril, maio, quando o tempo já começa a aquecer.

Ao contrário da batata comum, não é fácil fazê-la grelar.


Para a estimular, durante o mês de Março colocamos alguns exemplares dentro de um vaso, ou no solo cobertos de terra, regando de vez em quando para manter a humidade, ou até dentro de um tabuleiro com alguma água, onde fiquem parcialmente submersos, e esperar que aconteça alguma coisa.



Se tivermos sucesso, quando surgirem os pequenos rebentos, vamos aguardar que cresçam um pouco, 8...10 cm, cortamos depois as batatas em tantos pedaços quantos os possíveis, obtendo assim uma maior rentabilidade. 


Atendendo há dificuldade em fazê-las grelar, também se podem adquirir, tal como acontece com outras hortícolas,   prontas a plantar já enraizadas, ou apenas em brotos, (pedaços de guia), os primeiros garantem melhor sucesso.


Depois são plantados  ao rego ou em covas, com profundidade suficiente para se colocar o fertilizante, cobrir e plantar, afastadas cerca de 50cm, e lateralmente 60...70 cm.
 


Coloca-se o fertilizante, de preferência orgânico, um pouco de terra e plantam-se, cobrindo-as cerca de 15 cm, de modo a que fique a extremidade do rebento, duas folhas, ligeiramente á superfície, regando depois. Ao rego plantam-se nos espaços intercalares do fertilizante, como a batata comum. 

Como a rama em contacto com o solo enraíza facilmente, para cultivar grandes áreas, pode-se aproveitar esta particularidade, plantando pedaços da mesma.
Mas para os conseguir temos de ter primeiro uma planta adulta.

A melhor forma de o conseguir será plantar num vaso, em ambiente protegido, numa estufa, ou no interior de casa junto a uma janela, alguns brotos dos que grelaram na batata.
Quando tiver rama bem desenvolvida, cortam-se então pedaços com cerca de 30…40 cm, deixando murchar durante três dias. Depois plantam-se, curvando em arco a ponta onde se cortou, enterrando cerca de dois terços a uma profundidade de dez centímetros, regando a seguir, repetindo sempre que necessário de modo a manter a terra húmida.


Um outro modo de conseguir as mudas, consiste em utilizar apenas as folhas com um pedaço de caule agarrado, cortando a um centímetro de cada lado, mergulhando depois em água num frasco, deixando a folha de fora, aguardando que desenvolva raízes.
Quando atingirem cerca de um centímetro, mudam-se para cuvetes com substrato, para estimular o seu desenvolvimento, aguardando que se formem plantas com duas ou três folhas, aptas para o transplante.
Este processo embora mais elaborado, garante maior sucesso do plantio e também maior rentabilidade da rama.


Devido ao emaranhado vegetativo que entretanto se vai formar, se for para regar a fio, deve-se providenciar desde logo a formação de leiras, não sendo aconselhável serem muito extensas, devido á dificuldade cada vez maior que a água terá em chegar ao fundo, encontrando obstáculo nessa massa vegetativa.
A opção do sistema de rega, gota-a-gota, para extensões de cultivo com maior comprimento, será sem dúvida o mais adequado, eliminando este problema.
A rega deve ser frequente, de modo a mante-las viçosas, não as deixando passar cede.



Durante o seu desenvolvimento, sendo possível, devemos chegar alguma terra para junto da planta, cobrindo as brechas que entretanto se formam no solo, devido ao crescimento dos tubérculos.
A altura ideal para a colheita acontece passados cerca de quatro meses, pelo final de setembro.

Armazenadas convenientemente, numa só camada, em condições idênticas a batata comum, longe da luz do sol em local seco e arejado, mantem as sua caraterísticas inalteradas de um ano para o outro, no frigorifico perdem propriedades.


Plantadas no final de Abril, chegou o momento da colheita.

No supermercado também as encontramos, mas estas têm outro
charme,...beberam água da nascente, e o estrume deram-no as ovelhas do Zé Clemente...



































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