Semear...plantar, alfaces



Podemos ter uma horta, e não ter alfaces, mas não será a mesma coisa…elas, envolvem os canteiros com a sua frescura verdejante…emprestam-lhe a graciosidade.


A alface, será das hortaliças de menor exigência no seu cultivo, a germinação de sementes faz-se com grande sucesso. Basta um pouco de estrume, e água em abundancia…sim, elas gostam de água, não as podemos deixar passar sede, se as queremos tenrinhas e frescas.


Consumida principalmente em salada, apetecível nos dias quentes de verão, é sabido, que se trata de um alimento leve, muito apreciado em dietas…com poucas calorias, 15, por cada 100 gramas, no entanto os seus benefícios são vastos.


Rica em vitamina A, vitamina C, e vitamina K, com papel importante na coagulação sanguínea, fornece também, Fosforo e Ferro, importante para formação de hemoglobina, combatendo e evitando estados de anemia, sendo também fonte de minerais e um antiácido no sangue e no estômago.

Na alface, encontramos também os antioxidantes, que retardam o envelhecimento, as fibras, como a pectina, que ajuda a prevenir a diabetes do tipo 2, e a celulose que proporciona uma sensação de saciedade, com características laxantes, funcionando como vassoura do intestino.


Por outro lado, a sua frescura surpreende-nos com uma propriedade de significativo interesse, o seu contributo como calmante, relaxante…ansiolítico.

Sim…há semelhança dos outros vegetais folhosos, o verde das suas folhas, é sinónimo de abundancia da lactucina e ácido fólico, com papel importante no equilíbrio do bem-estar emocional, contribuindo para regular, estados de ansiedade.

Quanto mais verdes forem, maior quantidade destes nutrientes comportam.









CULTIVO 

Apreciadora dos dias frios…não tolera as geadas, nem o calor tórrido do verão, esmorecendo aos seus raios.



De uma forma geral, é uma cultura de inverno, e de tempo ameno…inicia-se a sementeira dos canteiros em Janeiro…Fevereiro, para plantar em Março…Abril…repetindo-se este processo sempre que se desejar obter plantas para plantar.

No entanto, o seu cultivo é possível todo o ano, desde que se tome algum cuidado, protegendo-as, das geadas e do calor…escolhendo lugar fresco, com sombra.

  Das variedades mais conhecidas, temos a de folhas largas, crespas e roxas, alface repolhuda, e de folhas crespas, largas e verdes.

Os canteiros…ou “as maternidades”, como carinhosamente lhe chama a amiga Sandra, da Caranguejeira...podem ser feitos num qualquer espaço, abrigado de chuvas fortes, ou








geadas, no entanto, uma caixa de esferovite, furada no fundo para drenagem da água da rega, devido às propriedades de isolante térmico deste material, mostra-se ser uma excelente “maternidade”…de fácil manuseamento.


Enche-se de estrume, espalham-se as pequenas sementes, remexe-se um pouco superficialmente para as cobrir e orvalha-se com um pouco de água, sem encharcar.


Se o tempo for frio, pode-se cobrir com um plástico transparente, originando um efeito de estufa que vai estimular a germinação…depois é só aguardar alguns dias, 5…6


Se optarmos por um canteiro no solo, depois da terra preparada, ausente de torrões, espalha-se há superfície, uma boa porção de estrume, cobrindo-a na totalidade, remexendo e misturando superficialmente, de seguida espalham-se as pequenas sementes que se adquiriram em carteirinhas, ou guardadas da colheita do ano anterior, remexe-se mais um pouco, de modo a que fiquem cobertas com mais ou menos um centímetro de terra.




Quando germinarem, vai-se regando sempre que necessário, tendo o cuidado de não colocar demasiada água, que fará apodrecer as raízes.

Quando atingirem oito…dez…doze centímetros, procede-se á replantação em local definitivo…canteiros…floreiras na varanda.

Em alternativa, podem-se adquirir nos mercados…lojas de produtos para agricultura, as pequenas plantas, prontas a replantar.

Na plantação definitiva, utiliza-se também uma adubagem orgânica, estrume ou outro, misturado com alguma cinza, se a tiver disponível, adicionando á terra e misturando um pouco mais em profundidade…”picando” a terra com uma pequena cava, ou então pode-se abrir um rego








…uma cova, introduzir o estrume, voltar a tapar e posteriormente abrir os furos e plantar…idêntico às couves…importa é que as raízes ao desenvolverem-se, encontrem o fertilizante!
Em terrenos mais ou menos férteis, plantadas há volta de outras culturas…nos cômaros…junto ao rego onde vai passar a água da rega, sem qualquer fertilizante, elas desenvolvem-se abundantemente…acabando por ir buscar algum fertilizante há cultura existente.


O transplante deve ser feito em dias frescos, encobertos, pois neste período de fragilidade acentuada não resistem ao calor, por vezes é necessário cobri-las, utilizando por exemplo uma folha de couve, ampla, espetada com o talo no solo, curvada ligeiramente sobre a alface para a proteger do sol, até que entretanto a mesma vigorize.

Para plantar, basta utilizar um pequeno pau, aguçado, fazendo os furos, onde se introduz a planta…aconchegando-lhe a terra com os dedos, regando depois, individualmente, com um regador ou um balde, colocando uma pequena porção de água junto ao pé da planta...este procedimento reveste-se de extrema importancia, seja alface ou qualquer outra planta, mesmo com a terra humida, deve-se regar.

Se as queremos viçosas, suculentas, não as podemos deixar passar sede, a rega é essencial, caso contrário ficam rijas a amargar.

Com o avançar do período de maturação o mesmo acontece, tornam-se amargas, rijas, impróprias para consumir em salada. No entanto podem ser aproveitadas para alimentação animal…galinhas, patos, perus, apreciam-nas.




Se as deixar-mos ficar, vão desenvolver flor e posteriormente as pequenas sementes, que colhidas no verão, quando já se encontram quase secas, podemos semear no ano seguinte…se assim quisermos fazer, depois de colhidas, convêm expô-las mais uns dias ao sol até ficarem bem secas e depois armazenar em local seco, dentro de um frasco ou pequeno saco de plástico.

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